Veja os 10 carros novos mais 'baratos' do Brasil em julho


Citroën C3 e Ford Ka aparecem pela primeira vez na relação. Faltam opções na faixa dos R$ 35 mil a R$ 40 mil. 

Ao que tudo indica, o Tata Nano, que tinha o título de “carro mais barato do mundo”, está saindo de linha na Índia. Por lá, o Nano trazia apenas o essencial para que um carro entrasse em movimento. Por outro lado, custava o equivalente a apenas R$ 13 mil.

Bem diferente dos carros à venda no Brasil. É bem verdade que estamos bem à frente da Índia em normas de emissões e segurança. Até por isso, os preços dos veículos no nosso mercado são mais altos.

O G1 listou os 10 modelos mais baratos em julho de 2018. A lista é claramente dividida em dois pelotões. No primeiro deles, três veículos subcompactos, com motor 1.0, poucos equipamentos de série e preços entre R$ 27,5 mil e R$ 32,5 mil.

No bloco seguinte, os demais veículos, todos acima de R$ 42 mil. Isso mostra que o país é carente de opções de carros na faixa entre R$ 35 mil e R$ 40 mil, antes ocupada pelas versões de entrada de carros compactos. Veja abaixo os modelos mais em conta à venda atualmente.

Caoa Chery QQ Smile

• Preço: R$ 27.290
• Motor: 3 cilindros, 1.0, 75 cv
• Principais itens de série: vidros elétricos, rádio com entrada USB e computador de bordo

O subcompacto produzido em Jacareí (SP) segue firme como o carro novo mais barato do país, apesar da investida da Caoa Chery em SUVs. Para ter o QQ mais em conta, o cliente terá que abrir mão de itens de conforto, como direção hidráulica e ar-condicionado.

Renault Kwid Life

• Preço: R$ 32.490
• Motor: 3 cilindros, 1.0, 70 cv
• Principais itens de série: airbags laterais, fixação Isofix, desembaçador traseiro

Desde seu lançamento, há quase um ano, o Kwid de entrada ficou R$ 2,5 mil mais caro. Agora, ele é encontrado por R$ 32.490.

Por esse valor, o Kwid pouco oferece, além do que é obrigatório. O destaque é para os airbags laterais. Além disso, não há assistência na direção, vidros ou travas elétricos. Para ter itens como ar-condicionado e direção elétrica, o cliente terá que escolher a versão intermediária, Zen. Ela sai por R$ 37.490 - valor que ainda manteria o Kwid entre os 10 mais baratos.

Fiat Mobi Easy

• Preço: R$ 32.590
• Motor: 4 cilindros, 1.0, 75 cv
• Principais itens de série: calotas, "brake light", apoios de cabeça traseiros, banco traseiro bipartido e tampa do porta-malas de vidro

O Mobi conseguiu se firmar no mercado brasileiro como o carro de entrada da Fiat. Na linha 2019, conseguiu até uma redução de R$ 2 mil no preço. No entanto, o cliente precisa fazer concessões. Seu motor é o velho 1.0 Fire. Para ter o novo 1.0 de 3 cilindros, Firefly, só é oferecido atualmente na intermediária Drive, de R$ 43.590.

Além disso, essa opção mais barata do hatch sofre com a curta lista de itens de série: não tem ar-condicionado ou direção hidráulica nem como itens opcionais.

Fiat Uno Attractive

• Preço: R$ 42.990
• Motor: 4 cilindros, 1.0, 75 cv
• Principais itens de série: ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricos

Há um mês, o Uno ganhou a linha 2019 com poucos motivos para comemorar. O hatch perdeu equipamentos e voltou a adotar um motor antigo, o 1.0 Fire de 4 cilindros. Neste intervalo, ainda teve o preço reajustado em R$ 3 mil.

Em relação ao Mobi, sua maior vantagem é o espaço interno mais generoso. Também traz direção hidráulica e ar-condicionado.

Chevrolet Onix Joy

• Preço: R$ 43.790
• Motor: 4 cilindros, 1.0, 80 cv
• Principais itens de série: ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos.

A versão Joy não traz a "vestimenta" moderna dos demais Onix, além de um acabamento mais simples. Até por isso, seu preço é bem mais baixo do que os R$ 48.390 do Onix LT 2019.

Seu motor é 1.0, com um bom câmbio manual de 6 marchas. A lista de equipamentos oferece o essencial, como ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos e alerta de pressão dos pneus.

Volkswagen Gol Trendline

• Preço: R$ 43.840
• Motor: 3 cilindros, 1.0, 84 cv
• Principais itens de série: ar-condicionado, direção hidráulica, suporte para celular e vidros e travas elétricos

O Gol até ganhou visual renovado na linha 2019. Ainda assim, manteve o preço de R$ 43.840. O compacto segue sendo oferecido com o motor 1.0 de três cilindros. No entanto, ele ganhou 2 cavalos, passando para 84 cv.

Ar-condicionado, direção hidráulica, banco do motorista com ajuste de altura, suporte para celular, vidros e travas elétricos são itens de série do Gol.

Hyundai HB20 Unique

• Preço: R$ 43.990
• Motor: 3 cilindros, 1.0, 80 cv
• Principais itens de série: ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricos, fixação Isofix, rádio com conexão Bluetooth

O HB20 passou por uma discreta mudança visual na linha 2019, com uma nova grade dianteira. O formato é o mesmo, mas o acabamento interno tem formato de colmeia, em vez de barras horizontais.

Desde versão de entrada, o HB20 já traz ar-condicionado, direção hidráulica, rádio e fixação Isofix. Um deslize da Hyundai foi deixar de fora a atualização do quadro de instrumentos na opção mais barata.

Citroën C3 Start

• Preço: R$ 43.990
• Motor: 3 cilindros, 1.2, 90 cv
• Principais itens de série: ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, fixação Isofix, rádio com conexão Bluetooth

O estreante Citroën C3 é o primeiro veículo da lista com motor maior que 1.0. De quebra, também é um dos carros mais econômicos do país. Nesta versão de entrada, o hatch deixa de lado alguns detalhes estéticos, como maçanetas e retrovisor na cor do veículo.

Mesmo assim, entrega ar-condicionado, direção elétrica, rádio, vidros e travas elétricos e computador de bordo.

Lifan 530 Talent

• Preço: R$ 43.990
• Motor: 4 cilindros, 1.5, 103 cv
• Principais itens de série: ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, rádio 

Outro modelo com motor maior e mais potente. Falando em medidas, o Lifan é o maior carro desta relação, e o único sedã. Oferece espaço interno generoso, bem como porta-malas espaçoso. Por outro lado, tem na maior desvantagem a imagem dos carros chineses e a pequena rede de concessionárias Lifan.

O 530 oferece bom pacote de itens de série, com ar-condicionado direção elétrica, volante e banco do motorista com regulagem de altura, rádio e vidros, travas e retrovisores elétricos.

Ford Ka S

• Preço: R$ 44.780
• Motor: 3 cilindros, 1.0, 85 cv
• Principais itens de série: ar-condicionado, direção elétrica travas elétricas 

Se você pensa em comprar um Ka por este preço, é melhor se apressar. Em breve, o hatch compacto passará por uma reestilização, e vai ficar mais caro.

Pelos quase R$ 45 mil que a Ford pede, o cliente leva para casa um carro com ar-condicionado, direção elétrica e travas elétricas. Sentiu falta de rádio e vidros elétricos? Para baratear o Ka, a Ford retirou estes itens, que são de série a partir da versão SE, de R$ 45.990.

Fonte: https://g1.globo.com/carros/noticia/lista-veja-os-10-carros-novos-mais-baratos-do-brasil-em-julho.ghtml

Greve dos caminhoneiros teve impacto disseminado no varejo, nota IBGE


Oito das dez atividades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no varejo ampliado venderam menos produtos na passagem de abril para maio deste ano, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira.

"A paralisação dos caminhoneiros gerou choque de oferta que atingiu o comércio de forma generalizada. Foi um choque de oferta que afetou preços e também as vendas, com destaque especial para as vendas de combustíveis e automóveis, pelo peso dos setores no comércio", disse Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

Com o desabastecimento de combustíveis nos postos pelo país, as vendas de combustíveis e lubrificantes recuaram 6,1% em maio, em relação ao mês anterior. Durante a paralisação, grandes filas se formaram nos poucos postos do país que tinham o produto. O abastecimento foi normalizado apenas no início de junho.

As vendas de automóveis, por sua vez, apresentaram queda de 14,6% entre abril e maio. Foi o pior resultado do setor desde abril de 2010 (-16,2%), de acordo com o IBGE. A paralisação dos caminhoneiros gerou paradas em montadoras e também indisponibilidade no transporte dos automóveis para as concessionárias.

Mas os efeitos da paralisação foram disseminados. Seja pela dificuldade de circulação de pessoas ou de mercadorias, houve recuo nas vendas de livros, jornais, revistas e papelarias (-6,7%), equipamentos e materiais para escritório e informática (-4,2%), tecidos, vestuário e calçados (-3,2%), móveis e eletrodomésticos (-2,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,4%) e material de construção (-4,3%).

Por outro lado, a única atividade que mostrou avanço na passagem de abril para maio foi a de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%), e as vendas de "outros artigos de uso pessoal e doméstico" ficaram estáveis entre os dois meses.

Em maio, as vendas no varejo cederam 0,6%. Incluindo veículos e material de construção, o varejo ampliado registrou baixa de 4,9% no período.

Supermercados 

Mesmo com o impacto da paralisação dos caminhoneiros sobre o abastecimento de produtos in natura, as vendas de super e hipermercados cresceram 0,6% de abril para maio.

O bloqueio de estradas por motoristas do transporte de cargas teve início em 21 de maio e durou 11 dias. No período da mobilização, o abastecimento de produtos hortifrutigranjeiros em supermercados foi um dos mais afetados, por serem perecíveis, como frutas e legumes.Isso chegou a provocar aumento de preços desses produtos no comércio, como sinalizou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, os consumidores provavelmente substituíram esses produtos in natura nos supermercados por alimentos industrializados, menos impactados pela crise de desabastecimento, compensando a receita dos estabelecimentos comerciais. "Os estoques de industrializados são refeitos de 15 em 15 dias", disse ela.

Isabella lembra ainda que os supermercados vendem itens de primeira necessidade. Portanto, mesmo com a dificuldade de circulação das pessoas por causa da escassez de combustíveis nas cidades, o deslocamento para compras de alimentos foi priorizado. "Famílias também compraram mais, para guardar produtos durante a greve, o que pode ter ajudado", disse ela.

Isso não significa, porém, que as vendas de hiper e supermercados não tenham sido influenciadas em nada pelas manifestações. O ritmo de vendas do setor perdeu fôlego em relação a abril, quando havia crescido 2% em comparação a fevereiro. "Todos os setores perderam fôlego em maio", disse Isabella.


Mercado automotivo deve crescer 11,8% em 2018


A Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, confirmou que o mercado deverá crescer 11,7% até o final do ano. Apesar de ter sido a primeira divulgação de estimativa para o fim do ano, a associação admite que fatores como o dólar alto e a paralisação dos caminhoneiros têm prejudicado a fabricação de veículos tanto para o mercado interno quanto para exportação. Apesar da aprovação do Rota 2030, os efeitos, como a redução de impostos de veículos elétricos e híbridos, ainda não serão sentidos neste ano.

Em termos de vendas, no primeiro semestre, 1.023.674 veículos foram licenciados, 115.499 a mais que no mesmo período de 2017. Em junho, 175.796 veículos foram produzidos no País, 20,7% a mais que no mês anterior, quando a greve dos caminhoneiros afetou todo o ritmo de produção da indústria. Foi o melhor mês de junho dos últimos quatro anos.

Crise e paralisação

"Com a greve, muitas montadoras tiveram de parar os serviços, o que afetou diretamente o resultado. Além disso, a Copa esfriou os ânimos dos consumidores, diminuindo as visitas às concessionárias. Mas, ainda assim, fechamos o semestre com saldo positivo", comentou o presidente da entidade, Antônio Megale.

Em relação ao ano passado, o volume de veículos produzidos no País cresceu 21,1% em relação a junho de 2017, número que é um pouco maior ao de vendas nas concessionárias, já que parte da produção é vendida no mercado externo.

A Anfavea citou ainda que países como o México, que vive instabilidade política graças a um novo governo de esquerda, e a Argentina, em crise econômica, prejudicam as projeções, pois as duas nações são as maiores parceiras do Brasil no segmento.

Mesmo com a projeção contida, a Anfavea afirma que no segundo semestre as vendas tendem a ser melhores: "Todo ano observamos esse fenômeno, especialmente no final do ano", lembrou Megale.

Mais vendidos

Mais vendidos de Junho:

1. Onix 16.218
2. HB20 8.292
3. Ka 7.883
4. Sandero 6.139
5. Argo 5.484

Comerciais Leves mais vendidos em Junho:

1. Toro 5.500
2. Strada 5.474
3. Saveiro 3.745
4. S10 3.019
5. Hilux 2.974

Fonte: http://www.atarde.uol.com.br/autos/noticias/1975838-mercado-automotivo-deve-crescer-118-em-2018

Crise faz consumidores investirem em consórcio, diz especialista


Sistema de financiamento cresceu nos últimos anos, principalmente no de veículos. Interessado deve ficar atento na hora de escolher a empresa .

 O sistema de consórcios apresentou uma alta no início de 2018 em comparação ao mesmo período de 2017 e cresceu 8,4% em todas as modalidades. No acumulado, as adesões em 2018 foram de 577 mil contra 532,5 mil em 2017. As vendas de veículos leves — carros, utilitários e caminhonetes — cresceram 4,6% em relação ao ano anterior.

Para o R7, Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), explica que o crescimento no consórcio de veículos leves mostra a importância do segmento para o sistema.

— Tivemos um aumento que varia todos os meses, mas foi só de participantes ativos teve um aumento de 51,2% em todo o sistema. Um dado curioso é que 75% dos consorciados optaram por veículos seminovos.

Mudança de comportamento

Há cinco anos, 2,42 milhões de pessoas optavam pelo consórcio de veículos leves. Em 2018, porém, o número saltou para 3,56 milhões. Rossi avalia que a busca por consórcios aumentou devido à crise.

— O comportamento do consumidor mudou nos últimos anos. A crise faz os consumidores investirem mais em consórcio. Isso porque o brasileiro passou a ficar mais atento às finanças. Na crise, ele substitui a compra impulsiva pela planejada, independentemente do veículo que a pessoa estiver interessada em comprar.

Com a crise, os consórcios também precisaram se adaptar ao novo perfil dos consumidores.

— Consórcio tem um custo menor do que outras linhas de financiamento. Mas no novo cenário econômico, houve um alongamento na quantidade de prestações. Como o orçamento estava curto para todos, a prestações passaram de 50 meses para até 80 meses, aí o valor para pagar por mês ficou menor e melhora o caráter psicológico.

Riscos

Mas o consórcio também oferece riscos se o consumidor, pois existem empresas que agem de má fé.

— É preciso buscar uma empresa que seja autorizada pelo Banco Central. Se não estiver, é golpe. O consumidor também precisa ler o contrato com bastante atenção para saber quais são os seus direitos e as suas obrigações.

Além disso, o consorciado precisa estar ciente que pode ser sorteado apenas no final do prazo.

— Como são muitas prestações, é bom saber como é realizado o sorteio, como é feito o reajuste das prestações, estar informado sobre as taxas da administradora.

Rossi ainda alerta para o perigo de ser enganado ao acreditar em valores muito abaixo do praticado pela tabela de mercado.

— Muitas empresas se passam por consórcio e ludibriam o consumidor. Essas empresas não-autorizadas fazem preços mais baixos e o consumidor não pode acreditar em promessas. As regras sobre as empresas credenciadas são bem claras no Banco Central.

Antes de entrar em um consórcio, o comprador deve ficar atento à saúde financeira da empresa. O grau de inadimplência dos clientes da empresa é outro fator importante para se verificar.

Perfil do consorciado

O brasileiro que mais investe em consórcio pertence às classes C (39%) e D (34%), somando 73%. De acordo com os critérios do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a renda familiar destes grupos é de: R$ 1.255 a R$ 2.004 (Classe D) e R$ 2.005 a R$ 8.640 (Classe C). A classe B marca 20% de presença em consórcios e a classe A fica com 7%.

Do total, 54% dos consorciados têm mais de 40 anos. Destes, a maioria é casada (65%).

Confira abaixo os principais dados sobre consórcio de veículos leves dos últimos 5 anos

Participantes ativos consolidados (Total de Consorciados):

2014: 2,42 milhões
2015: 3,03 milhões
2016: 3,22 milhões
2017: 3,43 milhões
2018: 3,56 milhões

Vendas de novas cotas:

2014: 231 mil
2015: 240 mil
2016: 219,3 mil
2017: 254,6 mil
2018: 266,3 mil

Volume de créditos comercializados:

2014: R$ 9,78 bilhões
2015: R$ 10,29 bilhões
2016: R$ 8,67 bilhões
2017: R$ 10,54 bilhões
2018: R$ 11,03 bilhões

Contemplações:

2014: 108,5 mil
2015: 126 mil
2016: 137,3 mil
2017: 132,5 mil
2018: 144 mil

Volume de créditos disponibilizados:

2014: R$ 4,39 bilhões
2015: R$ 5,12 bilhões
2016: R$ 5,56 bilhões
2017: R$ 5,41 bilhões
2018: R$ 5,87 bilhões

Fonte: https://noticias.r7.com/economia/crise-faz-consumidores-investirem-em-consorcio-diz-especialista-22062018