4 pontos polêmicos da proposta de reforma da Previdência de Bolsonaro


O caminho da proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso até uma eventual aprovação é longo.

O rito legislativo de qualquer matéria que modifique a Constituição, como é o caso, exige que ela seja aprovada pela Câmara e pelo Senado por pelo menos três quintos dos parlamentares em cada Casa e em dois turnos de votação.

Caso sofra alteração pelos senadores depois de passar pelo crivo dos deputados, a PEC volta para nova análise na Câmara.

A expectativa do governo é que a proposta seja votada ainda antes do recesso de julho do Congresso.

Esse prazo, contudo, pode se alongar caso o governo tenha dificuldade para arregimentar uma ampla base de apoio entre os parlamentares - o que pode ser alimentado, por exemplo, por crises políticas como a que levou à demissão do ministro Gustavo Bebianno ou pela própria natureza da proposta, considerada abrangente, mais ambiciosa que a apresentada pelo presidente Michel Temer e com algumas mudanças polêmicas de regras.

Conheça, a seguir, quatro desses pontos sensíveis, que podem dividir deputados, senadores e a opinião pública durante a tramitação da PEC 06/2019:

Benefício assistencial ao idoso
As mudanças propostas para o BPC (Benefício de Prestação Continuada) estão entre as mais polêmicas do texto apresentado nesta quarta-feira.

Hoje, idosos a partir de 65 anos em situação de miserabilidade - de acordo com a lei, aqueles com renda média familiar per capita de até um quarto de salário mínimo - têm direito a receber um salário mínimo por mês.

O último Boletim Estatístico da Previdência, com dados de dezembro de 2018, mostra que 2,05 milhões de pessoas recebem hoje esse benefício, que custa à Previdência cerca de R$ 1,9 bilhão por mês.

A PEC propõe que o BPC para o idoso passe a ser "fásico": o valor de um salário mínimo seria pago apenas àqueles com mais de 70 anos, e pessoas com idade de 60 a 69 anos teriam direito a receber R$ 400.

Adriane Bramante, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), lembra que a proposta de aumento da idade de acesso ao BPC para 70 anos já constava na primeira versão da reforma proposta por Temer - e foi abandonada durante a tramitação.

"A PEC 287 já trazia isso inicialmente, mas houve grande comoção social (e a medida foi descartada)."

A diferença, desta vez, é a assistência aos idosos que ainda não atingiram a idade de acesso - os R$ 400, que ampliariam a cobertura do benefício.

Um detalhe importante, entretanto, é que a PEC prevê apenas a mudança na idade de acesso. O pagamento aos idosos na faixa dos 60 anos seria normatizado separadamente por meio de um projeto de lei.

"Dessa forma, você tira a proteção social (daqueles com menos de 70 anos) da Constituição. Esses R$ 400 não estão vinculados a nenhum indexador, não existe uma regra que estabeleça um reajuste anual pela inflação, por exemplo."

"Em alguns anos os R$ 400 correm o risco de virar R$ 100 (porque perderam o poder de compra)", pondera a advogada.

Para Marcelo Medeiros, pesquisador visitante na Universidade Princeton (EUA), elevar o tempo mínimo de contribuição para acesso a aposentadoria de 15 para 20 anos ao mesmo tempo em que se mudam as regras do BPC, como prevê a proposta, é injusto e pouco compatível com a realidade do mercado de trabalho brasileiro, em que predomina o trabalho informal.

"Uma reforma não pode ser feita sem conhecimento do mercado de trabalho brasileiro. Historicamente, cerca de metade dos trabalhadores está no setor informal, não contribui. Tempo de contribuição de 20 anos sem a válvula de escape do BPC é muito cruel com os pobres", afirma o sociólogo, especialista em estudos sobre desigualdade social.

Para ele, uma reforma da Previdência que protegesse a parcela mais vulnerável da população deveria poupar os aposentados que recebem um salário mínimo. "É importante que o mínimo seja de 15 anos para quem vai se aposentar no piso, podendo ser mais alto para quem terá aposentadorias maiores. E que o BPC fique como está. O Temer cedeu nesse ponto, possivelmente Bolsonaro também cederá", diz.

O BPC também é pago a pessoas com deficiência - nesse caso, a regra de acesso não muda. Assim como nos demais pontos da proposta, a mudança não afeta direitos adquiridos. Ela só vale para novos beneficiários.

Felipe Bruno, líder de Previdência da consultoria Mercer no Brasil, ressalta que a mudança no BPC e no abono salarial - que passa a ser pago apenas àqueles que recebem até um salário mínimo, e não mais até dois - representam, de acordo com as contas apresentadas pelos técnicos do governo, uma economia de R$ 182,2 bilhões em dez anos.

Isso representa 17% do total da economia prevista com a PEC da "Nova Previdência", de pouco mais de R$ 1,07 trilhão.

"Esse é um tema muito sensível. A mudança na regra pode trazer um peso negativo para a percepção pública (sobre a reforma) e dificultar a tramitação."

Fim da multa rescisória e do depósito de 8% do FGTS para aposentados
Durante a apresentação da proposta nesta quarta-feira, os técnicos da Previdência expuseram duas medidas formuladas para "desonerar o empregador" - ou seja, para reduzir o custo dos trabalhadores para as empresas.

Uma delas prevê o fim da multa rescisória de 40% sobre os depósitos do FGTS para os trabalhadores que já estiverem aposentados. A outra extingue a obrigatoriedade por parte das empresas de recolher o equivalente a 8% do salário dos funcionários para o FGTS para os empregados aposentados.

Na prática, o fim da multa rescisória tornaria mais barata a demissão dos aposentados que ainda estão na ativa - um contingente que chega a 1,4 milhão de pessoas, conforme os dados da Secretaria da Previdência referentes a 2017 levantados a pedido da BBC News Brasil.

Isso porque, quando um trabalhador com carteira assinada se aposenta e segue trabalhando, ele tem direito de sacar o saldo total do fundo de garantia, mas seu empregador continua sendo obrigado a pagar 40% do valor que depositou no FGTS como indenização caso mande o funcionário embora.

Para pessoas que estão há 20 ou 30 anos na mesma empresa, essa multa pode atingir valor considerável.

O professor Luís Eduardo Afonso, da FEA-USP, diz que é difícil fazer uma estimativa de impacto da medida, que criaria uma "dualidade no mercado de trabalho".

De um lado, ela poderia, por exemplo, estimular as pessoas a se aposentarem mais tarde - para postergar o momento em que sua demissão ficaria mais barata para a empresa. De outro, poderia ser um incentivo para que algumas empresas "segurassem" os funcionários mais velhos até que eles se aposentassem.

Bruno Ottoni, pesquisador do Ibre-FGV e do IDados, pondera que a medida poderia ainda estimular contratações de aposentados, justamente porque a demissão ficaria mais barata.

"O custo de saída afeta a entrada", ressalta o economista. Isso porque, quanto mais restritiva é a legislação trabalhista quanto à demissão, diz ele, mais os empregadores tendem a procurar modalidades alternativas de contratação para evitar os custos altos para mandar o funcionário embora.

Para Ottoni, da Mercer, esse é um dos pontos que devem gerar maior polêmica nas discussões no Congresso, ao lado do BPC e das mudanças de alíquotas de contribuição para funcionários públicos.

A questão do depósito dos 8% do FGTS também vai gerar barulho, diz Bramante, do IBDP.

Isso porque, na prática, ela reduz automaticamente o salário dos aposentados que seguem ativos no mercado formal.

Como o contrato de trabalho não tem relação com a vida previdenciária, explica a advogada, mesmo depois que um empregado dá entrada no INSS, caso continue trabalhando, a empresa tem de manter os depósitos mensais para o FGTS de 8% sobre o salário do funcionário.

A diferença, nesse caso, é que o trabalhador aposentado tem direito de sacar todo mês o valor depositado - que acaba virando um complemento de renda.

Pensões por morte
A proposta iguala as regras para o serviço público e privado e tem potencial para reduzir de forma significativa o valor das pensões por morte.

Para o Regime Geral, o pagamento é de 100% do benefício - ou seja, uma viúva de um aposentado que recebia R$ 2.000 tem direito a esse mesmo valor. Entre os funcionários públicos, a pensão é de 100% do benefício até o teto do INSS (que é de R$5.839,45), mais 70% do que passar desse valor.

Ou seja, alguém elegível a pensão por morte de um servidor que recebia R$ 10 mil teria direito a cerca de R$ 8.751,8 - R$5.839,45, que é o teto do INSS, mais 70% de R$ 4.160,55.

Com a mudança, todas as pensões passariam a ser calculadas da seguinte forma: 50% do valor da aposentadoria que o segurado recebia (ou à qual teria direito, se morrer antes), com mais 10% por cada dependente, até o máximo de 100% do teto do RGPS.

Com a nova metodologia, poderia haver pensões equivalentes a menos de um salário mínimo.

Bramante lembra que a regra já constava na Medida Provisória 664, proposta no governo Dilma Rousseff, que endurecia o acesso às pensões por morte - e foi descartada na versão final, sancionada em 2015.

Na proposta atual, diz a advogada, pode haver um achatamento ainda maior da renda por causa da nova regra para a acumulação de benefícios.

Hoje é permitida a acumulação de diferentes tipos de regime, como pensão e aposentadoria. Na nova versão, o segurado deve escolher o benefício de maior valor e receber apenas um percentual do outro.

Um exemplo: se uma mulher com salário de R$ 2.000 ficasse viúva do marido que recebia R$ 2.500 de aposentadoria, ela teria direito, pelas regras atuais, a R$ 4.500 de benefício.

Com a mudança, pela ótica da pensão, ela teria direito a 50% da aposentadoria do marido (caso não tivesse filhos) - ou seja, R$ 1.250.

Por conta da alteração nas regras para acumulação de benefícios, entretanto, esse não seria o valor final que ela receberia, mas apenas um percentual sobre os R$ 1.250.

"Essa mudança deve afetar principalmente mulheres, que muitas vezes são maioria entre os pensionistas", diz a advogada.

A reforma não afeta aqueles que recebem pensão hoje, mas, para se ter uma ideia do tamanho e do perfil desse grupo, eles são, no Regime Geral, 7,7 milhões de beneficiários, que recebem em média R$ 1.100.

No setor público, de acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2017, são 300,9 mil pensionistas, sendo 271,9 mil mulheres. O valor médio do benefício era de R$ 5.200 para pensionistas de servidores do Executivo, R$ 8.200 no Judiciário e R$ 21 mil no Legislativo.

Alíquotas progressivas para o servidor público
Uma das grandes novidades da PEC apresentada na quarta é a previsão de alíquotas progressivas de contribuição previdenciária, tanto para o setor privado quanto para o público.

Hoje, os contribuintes do INSS pagam algo entre 8% e 11% de todo o salário, a depender do nível de rendimento.

Esse modelo seria substituído por uma tabela cujas alíquotas incidem sobre diferentes faixas da remuneração, como no imposto de renda. Na prática, as alíquotas efetivas variam de 7,5% para quem recebe até um salário mínimo a 11,68% para quem ganha a partir de R$ 3.000.

Uma pessoa com salário de R$ 1.250, por exemplo, pagaria 7,5% sobre o equivalente ao salário mínimo, que é R$ 998, e 9% em relação aos outros R$ 252 - com uma alíquota efetiva de 7,8%.

A diferença para o funcionalista público é que, para os servidores que têm direito a se aposentar com salário integral hoje - aqueles que ingressaram no serviço antes da reforma realizada em 2003 - estarão sujeitos a alíquotas maiores, que poderão chegar a 22% para os que recebem mais de R$ 39 mil.

Atualmente, os servidores públicos admitidos até 2013 e que não aderiram à Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) pagam 11% sobre todo o vencimento. Quem aderiu ao sistema complementar paga 11% até o teto do regime geral.

Assim, na prática, a mudança vai significar uma redução do salário líquido para os funcionários públicos com remuneração mais alta.

"O servidor ficou louco da vida (com a proposta)", diz Bramante.

Se, de um lado, a mudança na regra deve enfrentar forte resistência da categoria, ela "está em conexão com a tentativa do governo de fazer com que a reforma seja aceita pela sociedade", diz Ottoni, da Mercer.

Durante a apresentação da PEC, os técnicos ressaltaram mais de uma vez que, com a reforma, quem ganha mais passaria a pagar mais.

"Minha alíquota de contribuição vai aumentar, eu vou ter que trabalhar por mais tempo, mas a mudança é importante para tornar a Previdência sustentável no futuro", destaca Afonso, da FEA-USP.

"A proposta tem uma série de pontos positivos, e o das alíquotas progressivas é um deles", concorda Ottoni.

Nesse sentido, a opção do governo de não apresentar uma proposta para a aposentadoria dos militares na PEC foi criticada por especialistas, já que a ideia da reforma é ser abrangente e exigir a "cota de sacrifício" de cada um dos diferentes setores da sociedade.

Segundo o Ministério da Economia, um projeto de lei com alteração do sistema de proteção social das Forças Armadas será enviado ao Congresso até o dia 20 de março.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2019/02/quatro-pontos-polemicos-da-proposta-de-reforma-da-previdencia-de-bolsonaro.html

Venda de veículos deve crescer 11,4% em 2019, para 2,86 milhões, diz Anfavea


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou nesta terça-feira, 8, que a projeção de venda de veículos para 2019 é de 2,86 milhões de unidades, crescimento de 11,4% em relação ao resultado de 2018, quando 2,56 milhões de unidades foram vendidas.

A previsão considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Se a projeção se confirmar, será o terceiro ano seguido de crescimento do mercado. No entanto, representará uma desaceleração do ritmo, uma vez que em 2018 o aumento foi de 14,6%.

Produção

Para a produção, o crescimento esperado para 2019 é um pouco menor, de 9%, para 3,14 milhões de unidades. O avanço, maior que os 6,7% registrados em 2018, não será mais forte porque se espera uma nova queda para as exportações, dessa vez de 6,2%, depois de um recuo de 17,9% em 2018.

As projeções para o mercado interno consideram um crescimento do PIB de 2,5% a 3%. Para a exportação, o principal motivo da queda, segundo a Anfavea, será a continuidade da crise na Argentina, maior comprador de veículos brasileiros, com 70% de participação.

Máquinas agrícolas

A venda de máquinas agrícolas e rodoviárias deve crescer 10,9% em 2019, mostra projeção divulgada pela Anfavea. Se o ritmo se confirmar, serão 53 mil unidades vendidas.

Para a produção, a estimativa é de 66 mil unidades, alta de 0,5%. Em exportação, a Anfavea espera vender 13 mil unidades ao exterior, aumento de 2,5% sobre 2018.

A venda de máquinas agrícolas e rodoviárias cresceu 12,7% em 2018 e somou 47,7 mil unidades, informou a Anfavea.

Só em dezembro, foram 4,4 mil unidades vendidas, alta de 22% em relação a igual mês do ano passado e aumento de 18,3% na comparação com novembro.

Na produção, o ano de 2018 terminou com um volume de 65,6 mil unidades, crescimento de 23,8% em relação a 2017. No último mês, foram fabricadas 5,5 mil unidades, aumento de 113,7% ante igual mês de 2017, mas queda de 14,3% sobre o resultado de novembro.

Em exportação, o segmento vendeu 12,6 mil unidades ao exterior em 2018, recuo de 9,1% na comparação com 2017. Em dezembro, foram 894 unidades produzidas, recuo de 30,5% ante dezembro de 2017 e baixa de 15,7% sobre novembro.

Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2019/01/08/internas_economia,1019718/venda-de-veiculos-deve-crescer-11-4-em-2019-para-2-86-milhoes-diz-a.shtml

Consórcios fecham 2018 em alta e sinalizam crescimento para este ano


Com mais de R$ 106 bilhões em negócios, resultantes de aproximadamente 2,6 milhões de adesões, o Sistema de Consórcios contempla quase 1,2 milhão de consorciados e injeta mais de R$ 40 bilhões no setor produtivo

O ano de 2018 foi atípico, com situações que prejudicaram a economia do país, direta ou indiretamente. Da greve dos caminhoneiros até eventos como as eleições e a copa do mundo de futebol, houve momentos de fortes desacelerações das atividades. Contudo, demonstrando maturidade e consolidação, o Sistema de Consórcios registrou crescimento nos negócios que atingiram R$ 106,08 bilhões (2018), 4,6% acima dos R$ 101,47 bilhões anteriores (2017).
 

A entrada de novos consorciados somou 2,596 milhões (jan-dez/2018), 9,1% maior que os 2,379 milhões anotados um ano antes. Os setores de veículos leves e motocicletas responderam por mais de 1 milhão de adesões cada um. 
O destaque do Sistema em dezembro foi o total de 236 mil adesões, o terceiro melhor volume mensal do ano, resultante dos bons volumes auferidos em todos os setores: Veículos Leves, Veículos Pesados, Motocicletas, Imóveis, Serviços e Eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.
 

Em retrospectiva, os dados mostram ainda que a somatória das vendas de novas cotas em 2018 foi recorde quando comparada com as de anos anteriores, a partir de 2014.


O tíquete médio do ano foi de R$ 40,9 mil, 4% inferiores aos R$ 42,6 mil anotados no final de 2017. Todavia, ao longo dos doze meses de 2018, ratificado pela crescente procura por créditos de valores maiores nos setores de veículos pesados e de imóveis, observou-se que o tíquete médio de dezembro, com R$ 41,4 mil, apontou alta de 7,5% sobre o de janeiro, quando era de R$ 38,5 mil.


Com 251 dias úteis decorridos em 2018, um a mais que o total trabalhado um ano antes, a média diária das adesões atingiu 10,36 mil, 8,8% mais que as 9,52 mil anteriores. Só nos 20 dias de dezembro último, quando foram comercializadas 11,8 mil cotas/dia, houve aumento de 21% sobre as 9,75 mil/dia em relação aos mesmos dias daquele mês de 2017.
 

De janeiro a dezembro de 2018, com avanços constantes mês após mês, o total de consorciados ativos alcançou 7,128 milhões no final do ano, 3,8% maiores que os 6,870 milhões de dezembro de 2017. 
 

O acumulado de contemplações de janeiro a dezembro atingiu a 1,196 milhão, isto é, 1,5% menor que as 1,214 milhão anteriores (jan-dez/2017). A retração decorreu do encerramento de grupos sem a correlação de igual abertura de novos, em virtude da crise econômica vivenciada recentemente. 


Com o crescimento dos negócios consorciais, o total mensal de contemplados anotou alta gradativa, apesar de alguns meses em baixa. A confirmação desse comportamento ficou evidenciada no período de dezembro de 2017 ao de 2018, especialmente a partir de abril. Nesses meses (abr-dez), o aumento foi de 2%.
 

Os créditos concedidos aos contemplados, cujo valor pode ter sido potencialmente injetado na cadeia produtiva onde o mecanismo está presente, registraram avanço de 1,3%: enquanto nos doze meses de 2017 o volume atingiu R$ 39,90 bilhões, no mesmo período de 2018 alcançou R$ 40,43 bilhões, confirmando a modalidade como significativo participante de desenvolvimento nas atividades setoriais.


"Com todas as dificuldades enfrentadas no ano passado, o Sistema de Consórcios mostrou que continua sendo a alternativa mais simples e econômica para muitos consumidores", explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. "O crescimento das adesões em cinco dos seis setores na qual a modalidade está presente, aliado a tíquetes médios de maior valor, confirmou o comportamento mais focado dos interessados no planejamento e no gerenciamento das finanças, de acordo com os conceitos básicos da educação financeira", complementa.

Os resultados alcançados pelo Sistema confirmam, ainda, sua importância para os diversos elos da cadeia produtiva, como no setor de motos, por exemplo, onde os créditos injetados pelas contemplações resultaram possivelmente em uma a cada duas unidades vendidas no mercado interno. Também na indústria automobilística, os veículos leves, que incluem automóveis, utilitários e camionetas, tiveram potencial presença em um a cada quatro autos comercializados no país. 

EXPECTATIVA PARA 2019: REPETIÇÃO DO CRESCIMENTO

A onda otimista, que vem se propagando em quase todos os setores da economia brasileira, deverá contagiar o mercado consumidor. Como o comportamento dos compradores sofre influências e alterações dia após dia, será necessário considerá-las admitindo-se novos tipos e oportunidades de compras.

Fatos como o recente declínio de endividamento das famílias, incluindo-se a queda do número de pessoas com dívidas em atraso, sinalizam mais consciência na gestão das finanças pessoais. Entretanto, face à autonomia e à possibilidade de direcionar ou redirecionar seus objetivos, é importante gerar novos tipos de facilidades para estimular a concretização dessas conquistas. 

"O Sistema de Consórcios, criado há mais de 55 anos, está cada vez mais atual e presente. Simples e com baixo custo, tem no planejamento o diferencial de sua estratégia de sucesso para aquisição de bens ou contratação de serviços, apoiando-se basicamente na essência da educação financeira", diz Rossi.

Se considerarmos também o cenário positivo do controle da inflação, divulgado pelo Banco Central, e o crescente Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getúlio Vargas - FGV, será possível projetar atitudes de consumo mais conscientes, ajustadas aos limites dos orçamentos mensais, pessoal ou familiar.
 

"Tudo parece contribuir para a retomada das atividades econômicas. Com os segmentos industrial, comercial e de serviços sinalizando recuperação e consequente diminuição de ociosidades, podemos vislumbrar que o Sistema de Consórcios, importante fator na realização de objetivos de forma planejada, terá maior procura", adianta o presidente executivo da ABAC. "Acreditamos que as perspectivas são bastante otimistas para o mecanismo, especialmente se repetirmos, no decorrer deste ano, os mesmos percentuais de crescimento registrados em 2018", finaliza.

RESUMO GERAL E SETORIAL DAS VENDAS DE NOVAS COTAS
JANEIRO A DEZEMBRO DE 2018 X 2017

Os indicadores setoriais e global das vendas de novas cotas, de janeiro a dezembro, anotaram avanços nas adesões do consumidor ao consórcio, tanto para aquisição de bens imóveis ou móveis duráveis como para contratação de serviços.

Os desempenhos em cada setor apontaram 1,159 milhão de novas cotas vendidas de veículos leves, 1,016 milhão de motocicletas, 271,25 mil de imóveis, 71,15 mil de veículos pesados, 49,70 mil de serviços e 29 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, acumulando quase 2,60 milhões de adesões. Somente em dezembro, foi alcançado o terceiro maior volume mensal de vendas no ano: 236 mil novas cotas comercializadas, atrás apenas do de novembro, quando somou 249 mil [recorde], e do de setembro com 241,5 mil.

Estes resultados geraram crescimento em cinco dos seis setores: serviços (54,3%), eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis (34,9%), veículos pesados (24,5%), motocicletas (18,9%) e veículos leves (2,6%). O setor de imóveis apontou retração de 4,7%. Com as altas indicadas em veículos leves, veículos pesados e motos, o segmento de automotores apresentou crescimento de 10%.
 

RESUMO DO SISTEMA DE CONSÓRCIOS

NÚMEROS DO SISTEMA DE CONSÓRCIOS
ESTIMATIVAS SEGUNDO A ASSESSORIA ECONÔMICA DA ABAC 

DEZEMBRO: MAIS DE R$ 106 BILHÕES EM NEGÓCIOS COM QUASE 2,60 MILHÕES DE ADESÕES. APROXIMADAMENTE 1,2 MILHÃO DE CONTEMPLAÇÕES COM R$ 40 BILHÕES INJETADOS NO SETOR PRODUTIVO

Durante 2018, os negócios consorciais atingiram R$ 106,08 bilhões, registrando crescimento de 4,6% sobre os R$ 101,47 bilhões de 2017. 

A somatória de vendas alcançou 2,596 milhões, 9,1% maior que os 2,379 milhões contabilizadas um ano antes. Para esse total, os setores de Veículos Leves e Motocicletas participaram com mais de um milhão de cotas cada.

Nas vendas mensais, o volume de 236 mil adesões, em dezembro, foi o terceiro melhor do ano. 
  

O acumulado de contemplações de janeiro a dezembro atingiu a 1,196 milhão, isto é, 1,5% menor que as 1,214 milhão anteriores (jan-dez/2017). Os créditos concedidos aos contemplados anotaram alta de 1,3%, com volume de R$ 40,43 bilhões.
   

- PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS
(CONSORCIADOS EM GRUPOS EM ANDAMENTO)
  - 7,128 MILHÕES (DEZEMBRO/2018)
  - 6,870 MILHÕES (DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 3,8%

- VENDAS DE NOVAS COTAS (NOVOS CONSORCIADOS)
   - 2,596 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
   - 2,379 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
   CRESCIMENTO: 9,1%

- VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS
 - R$ 106,08 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
 - R$ 101,47 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
   CRESCIMENTO: 4,6%

- TÍQUETE MÉDIO MENSAL (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
  - R$ 41,4 MIL (DEZEMBRO/2018)
  - R$ 41,8 MIL (DEZEMBRO/2017)
  ESTÁVEL

- TÍQUETE MÉDIO ANUAL (VALOR MÉDIO DA COTA NO ANO)
  - R$ 40,9 MIL (2018)
  - R$ 42,6 MIL (2017)
  RETRAÇÃO: 4%

- CONTEMPLAÇÕES
   (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
-  R$ 1,196 MILHÃO (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
-  R$ 1,214 MILHÃO (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
   RETRAÇÃO: 1,5%

- VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS
 - R$ 40,43 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
 - R$ 39,90 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
 CRESCIMENTO: 1,3%

PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO E ATIVOS DOS CONSÓRCIOS  

ATIVOS ADMINISTRADOS*
- R$ 213 BILHÕES (JUNHO/2018)
- R$ 190 BILHÕES (JUNHO/2017)
CRESCIMENTO: 12,1%

PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO*
- R$ 13,12 BILHÕES (JUNHO/2018)
- R$ 10,48 BILHÕES (JUNHO/2017)
CRESCIMENTO: 25,2%

NEGÓCIOS REALIZADOS GERAM EMPREGOS
E ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS
 
TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES PAGOS*
 - R$ 1,41 BILHÃO (JANEIRO-JUNHO/2018)
 - R$ 1,34 BILHÃO (JANEIRO-JUNHO/2017)
 CRESCIMENTO: 5,2%

EMPREGOS GERADOS DIRETOS E INDIRETOS
   - MAIS DE 250 MIL**

Fontes: 
*  Banco Central do Brasil  
** ABAC

O SISTEMA DE CONSÓRCIOS DIVIDIDO POR SETORES 

VEÍCULOS AUTOMOTORES EM GERAL 
EM 2018, ADESÕES CRESCEM 10% COM NEGÓCIOS AUMENTANDO 9,5%

A boa performance das vendas ao longo de 2018 no setor de automotores, em seus três setores - Veículos Leves, Veículos Pesados e Motocicletas - propiciaram alta de 10% no acumulado de adesões e 9,5% nos correspondentes negócios realizados.

Paralelamente, mesmo com retração de 2,3%, a somatória das contemplações ultrapassou a marca 1 milhão, com créditos concedidos, potencialmente dirigidos ao setor automotivo, acima dos R$ 33 bilhões.

O total de consorciados ativos superou os seis milhões, com alta de 2,9%.
   

Nos indicadores de janeiro a dezembro, a soma dos créditos concedidos pelo consórcio na adição de valores disponibilizados por financiamento, leasing e consórcio de veículos automotores atingiu 20,8% do total de R$ 158,43 bilhões, com R$ 33,01 bilhões.

Ao verificarmos os dados divulgados pelo Banco Central, depois de avaliados pela assessoria econômica da ABAC, observamos uma retração de 3,5 pontos na comparação com o percentual atingido naquele mesmo período de 2017.

- PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS) 
  - 6,12 MILHÕES (DEZEMBRO/2018)
  - 5,95 MILHÕES (DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 2,9% 

- VENDAS DE NOVAS COTAS (NOVOS CONSORCIADOS)
   - 2,246 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
   - 2,041 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
   CRESCIMENTO: 10% 

- VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
   - R$ 68,30 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
   - R$ 62,35 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
   CRESCIMENTO: 9,5% 
 
- CONTEMPLAÇÕES
   (CONSORCIADOS QUE TIVERAM POSSIBILIDADE DE COMPRAR BENS)
   - 1,093 MILHÃO (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
   - 1,119 MILHÃO (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
   RETRAÇÃO: 2,3% 
 
- VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
   - R$ 33,01 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
   - R$ 32,47 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
   CRESCIMENTO: 1,7% 

- PARTICIPAÇÃO DOS CONSÓRCIOS EM CRÉDITOS CONCEDIDOS
(PERCENTUAL DO TOTAL INCLUINDO FINANCIAMENTO*, LEASING* E CONSÓRCIO**)
  - 20,8% (JANEIRO-DEZEMBRO/2018) - R$ 33,01 BILHÕES SOBRE R$ 158,43 BILHÕES
  - 24,3% (JANEIRO-DEZEMBRO/2017) - R$ 32,47 BILHÕES SOBRE R$ 133,58 BILHÕES

Fontes: 
  *) Banco Central do Brasil  
**) ABAC

VEÍCULOS LEVES (AUTOMÓVEIS, CAMIONETAS, UTILITÁRIOS) 
VENDAS DE NOVAS COTAS E NEGÓCIOS AUMENTARAM 2,6% E 4,6% RESPECTIVAMENTE, EM 2018

De janeiro a dezembro de 2018, as vendas de novas cotas avançaram 2,6% com os negócios aumentando 4,6%, em relação aos mesmos meses do ano anterior. 

Os tíquetes médios, tanto em dezembro como o anual, registraram altas de 2,2% sobre os valores anotados nos mesmos períodos de 2017.

Os demais indicadores do setor [participantes ativos, contemplações e créditos concedidos] também apontaram aumentos.
   

Em 2018, a potencial participação das contemplações nas vendas do mercado interno foi de 26,1%. Este percentual correspondeu a pouco mais de um veículo leve a cada quatro vendidos internamente por meio da modalidade.

- PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
  - 3,635 MILHÕES (DEZEMBRO/2018)
  - 3,475 MILHÕES (DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 4,6% 

- VENDAS DE NOVAS COTAS (NOVOS CONSORCIADOS)
  - 1,1590 MILHÃO (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - 1,1296 MILHÃO (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 2,6% 

- VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - R$ 48,84 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - R$ 46,54 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 4,9% 

- TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
  - R$ 42,7 MIL (DEZEMBRO/2018)
  - R$ 41,8 MIL (DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 2,2%

- TÍQUETE MÉDIO DO ANO (VALOR MÉDIO DA COTA NO ANO)
  - R$ 42,1 MIL (2018)
  - R$ 41,2 MIL (2017)
  CRESCIMENTO: 2,2%

- CONTEMPLAÇÕES*
  (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
  - 565,75 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - 549,00   MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 3,1% 
* EM RAZÃO DE PARCERIA ENTRE ABAC E B3, ESTE INDICADOR PODERÁ SER DESDOBRADO POR REGIÕES E POR ALGUNS ESTADOS, BASEADO NAS UTILIZAÇÕES DOS CRÉDITOS NO PERÍODO MENCIONADO. 

- VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - R$ 23,35 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - R$ 22,40 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 4,3% 

MOTOCICLETAS E MOTONETAS
COM ADESÕES ACIMA DE UM MILHÃO E NEGÓCIOS ULTRAPASSANDO R$ 8,5 BILHÕES, SETOR TERMINA 2018 EM ALTA

O setor de motocicletas e motonetas encerrou 2018 anotando crescimento nas adesões e nos negócios sobre o ano anterior, com avanços de 18,9% e 19,8%, respectivamente, altas importantes na recuperação e consolidação setorial.

Simultaneamente, os indicadores de contemplações e créditos concedidos mostraram retrações, enquanto o total de participantes ativos e os tíquetes médios do mês de dezembro e o anual apresentaram estabilidade.
   

Durante 2018, a potencial participação das contemplações nas vendas do mercado interno de motocicletas e motos foi de 51,6%, percentual equivalente a uma moto a cada duas comercializadas por meio da modalidade.

- PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
  - 2,18 MILHÕES (DEZEMBRO/2018)
  - 2,20 MILHÕES (DEZEMBRO/2017)
  ESTÁVEL 

- VENDAS DE NOVAS COTAS (NOVOS CONSORCIADOS)
  - 1.016,25 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  -    854,60 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 18,9% 

- VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - R$ 8,572 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - R$ 7,156 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 19,8%

- TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
  - R$ 8,5 MIL (DEZEMBRO/2018)
  - R$ 8,5 MIL (DEZEMBRO/2017)
  ESTÁVEL

- TÍQUETE MÉDIO DO ANO (VALOR MÉDIO DA COTA NO ANO)
  - R$ 8,4 MIL (2018)
  - R$ 8,4 MIL (2017)
  ESTÁVEL

- CONTEMPLAÇÕES*
   (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
  - 494,0 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - 539,5 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  RETRAÇÃO: 8,4%
* EM RAZÃO DE PARCERIA ENTRE ABAC E B3, ESTE INDICADOR PODERÁ SER DESDOBRADO POR REGIÕES E POR ALGUNS ESTADOS, BASEADO NAS UTILIZAÇÕES DOS CRÉDITOS NO PERÍODO MENCIONADO. 

- VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - 4,65 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - 5,77 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  RETRAÇÃO: 19,4%


VEÍCULOS PESADOS 
(CAMINHÕES, ÔNIBUS, SEMIRREBOQUES, TRATORES, IMPLEMENTOS)
VENDAS DE NOVAS COTAS E NEGÓCIOS CRESCERAM PRÓXIMOS AOS 25% EM 2018 

Os veículos pesados registraram 24,5% de crescimento nas adesões e 25,8% nos correspondentes créditos comercializados em 2018. 

O setor, que inclui caminhões, ônibus, tratores, implementos agrícolas e rodoviários, anotou altas também nos demais indicadores: participantes, contemplações e créditos concedidos, todos em relação a 2017.
   

Os tíquetes médios de dezembro e anual mostraram pequenos avanços: 1,2% e 1,1%, respectivamente.

- PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
  - 309,0 MIL (DEZEMBRO/2018)
  - 282,0 MIL (DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 9,6% 

- VENDAS DE NOVAS COTAS (NOVOS CONSORCIADOS)
  - 71,15 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - 57,15 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 24,5% 

- VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - R$ 10,88 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - R$   8,65 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 25,8% 

- TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
  - R$ 154,6 MIL (DEZEMBRO/2018)
  - R$ 152,7 MIL (DEZEMBRO/2017)
   CRESCIMENTO: 1,2% 

- TÍQUETE MÉDIO DO ANO (VALOR MÉDIO DA COTA NO ANO)
  - R$ 153,0 MIL (2018)
  - R$ 151,4 MIL (2017)
   CRESCIMENTO: 1,1% 

- CONTEMPLAÇÕES
  (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
  - 33,7 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - 30,5 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 10,5%  

- VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - R$ 5,02 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - R$ 4,31 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 16,5% 

IMÓVEIS
TOTAL DE CONSORCIADOS ATIVOS CRESCEU MAIS DE 6% EM 2018

O total de participantes ativos alcançou 885 mil em 2018, 6,4% acima dos 832 mil de 2017. 

Enquanto o tíquete médio anual manteve-se estável, o de dezembro avançou 1,2% sobre o de um ano antes.

Apesar das reduções verificadas nos indicadores de vendas de novas cotas, créditos comercializados e créditos concedidos, o de contemplações mostrou estabilidade.

Vale ainda lembrar que houve consorciados contemplados que iniciaram a formação de patrimônio, enquanto outros o ampliaram. Houve também quem preferiu adquirir imóveis para locação com o objetivo de auferir rendimentos extras e melhorar sua renda antes ou durante a aposentadoria.
   

Em 2018, os consorciados-trabalhadores, participantes dos grupos de consórcios de imóveis, utilizaram parcial ou totalmente seus saldos nas contas do FGTS, somando pouco mais de R$ 153 milhões.

- PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
  - 885 MIL (DEZEMBRO/2018)
  - 832 MIL (DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 6,4% 

- VENDAS DE NOVAS COTAS (NOVOS CONSORCIADOS)
  - 271,25 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - 284,65 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  RETRAÇÃO: 4,7% 

- VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - R$ 37,26 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - R$ 38,77 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  RETRAÇÃO: 3,9% 

- TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
  - R$ 139,0 MIL (DEZEMBRO/2018)
  - R$ 137,4 MIL (DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 1,2%

- TÍQUETE MÉDIO DO ANO (VALOR MÉDIO DA COTA NO ANO)
  - R$ 137,4 MIL (2018)
  - R$ 136,2 MIL (2017)
  ESTÁVEL 

- CONTEMPLAÇÕES
  (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
  - 72,40 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - 72,85 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  ESTÁVEL 

- VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - R$ 7,22 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - R$ 7,30 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  RETRAÇÃO: 1,1% 

FGTS NO CONSÓRCIO DE IMÓVEIS
DE JANEIRO A DEZEMBRO DE 2018, CONSORCIADOS-TRABALHADORES UTILIZARAM POUCO MAIS DE R$ 153 MILHÕES DE SUAS CONTAS DO FGTS NO CONSÓRCIO DE IMÓVEIS

O uso parcial ou total dos saldos das contas do FGTS totalizou pouco acima de R$ 153,8 milhões, feito por 3.543 trabalhadores-participantes do consórcio de imóveis.


SERVIÇOS
2018, ALTAS EM TODOS OS INDICADORES, ALGUNS ACIMA DOS 50%

O acumulado de vendas de novas cotas anotou 54,3% de crescimento em 2018 sobre o resultado de 2017. Os correspondentes créditos comercializados avançaram 56,8%. Os tíquetes médios de dezembro e anual apontaram altas de 2,7% e 1,4%.

Enquanto as contemplações no período atingiram 33,6% de alta, os correspondentes créditos concedidos chegaram a mais de 67% de aumento.
   

Com quase uma década de história, o consórcio de serviços vem demonstrando ser importante para aos consumidores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, principalmente por sua diversidade nas utilizações quando das contemplações.
 
- PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
  - 77,5 MIL (DEZEMBRO/2018)
  - 52,0 MIL (DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 49% 

- VENDAS DE NOVAS COTAS (NOVOS CONSORCIADOS)
  - 49,7 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - 32,2 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 54,3% 

- VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - R$ 372,37 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - R$ 237,44 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 56,8% 

- TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
  - R$ 7,6 MIL (DEZEMBRO/2018)
  - R$ 7,4 MIL (DEZEMBRO/2017)
   CRESCIMENTO: 2,7% 

- TÍQUETE MÉDIO DO ANO (VALOR MÉDIO DA COTA NO ANO)
  - R$ 7,5 MIL (2018)
  - R$ 7,4 MIL (2017)
   CRESCIMENTO: 1,4% 

- CONTEMPLAÇÕES
  (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE CONTRATAR SERVIÇOS)
  - 19,58 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - 14,66 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 33,6% 

- VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - R$ 136,70 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - R$   81,59 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 67,5%

ELETROELETRÔNICOS E OUTROS BENS MÓVEIS DURÁVEIS
RECUPERADO, SETOR FECHA COM ALTAS NAS VENDAS DE COTAS E NOS NEGÓCIOS

O setor de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis registrou alta de 34,9% nas vendas de novas cotas em 2018 sobre o realizado no ano anterior. Paralelamente, os créditos comercializados alcançaram 38,8% de evolução no mesmo período.

Os indicadores de participantes ativos, contemplações e créditos concedidos também demonstraram avanços na relação 2018 versus 2017. 
   

Os tíquetes médios de dezembro e anual anotaram aumentos de 4% e 2%, respectivamente, no ano passado em comparação ao anterior. 

- PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
  - 41,5 MIL (DEZEMBRO/2018)
  - 32,0 MIL (DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 29,7%


- VENDAS DE NOVAS COTAS (NOVOS CONSORCIADOS)
  - 29,0 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - 21,5 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 34,9%

- VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - R$ 148,36 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - R$ 106,87 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 38,8%

- TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
  - R$ 5,2 MIL (DEZEMBRO/2018)
  - R$ 5,0 MIL (DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 4% 

- TÍQUETE MÉDIO DO ANO (VALOR MÉDIO DA COTA NO ANO)
  - R$ 5,1 MIL (2018)
  - R$ 5,0 MIL (2017)
   CRESCIMENTO: 2% 

- CONTEMPLAÇÕES
  (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
  -  10,69 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  -    7,92 MIL (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 35%

- VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
  - R$ 57,72 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2018)
  - R$ 42,38 MILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2017)
  CRESCIMENTO: 36,2%