Ânimo melhora e comércio já prevê abrir contratações


 Passado o pior momento da crise provocada pela pandemia, os comerciantes brasileiros melhoraram o ânimo e já planejam ampliar o quadro de funcionários. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) teve crescimento recorde de 14,4% em setembro em relação a agosto, segundo os dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Após o terceiro mês seguido de avanços, o indicador chegou a 91,6 pontos, aproximando-se da zona de otimismo (acima dos 100 pontos). A melhora é impulsionada por boas expectativas para os próximos meses, mas também pelo aumento na pretensão de realizar investimentos. A intenção de contratar novos funcionários teve crescimento recorde de 22,3% em setembro ante agosto.

Ano que vem. Após seis meses com 81% de sua força de trabalho em home office, a Oi anunciou a seus 12,5 mil funcionários que o retorno aos prédios da companhia não se dará até, pelo menos, 31 de janeiro de 2021. A decisão foi tomada após pesquisa interna mostrar que 93% dos empregados sentiram ganho ou manutenção da qualidade de vida com trabalho remoto.

Vulnerável. O Brasil foi um dos principais alvos de ataques cibernéticos em aplicativos financeiros na primeira metade deste ano, conforme levantamento da empresa de cibersegurança Trend Micro. Foram 3 mil ataques com o objetivo de roubar dados bancários e de cartões de crédito nos seis primeiros meses do ano, ante 2,9 mil observados no mesmo período de 2019. Apenas em junho, o País foi o quarto com mais detecções de arquivos maliciosos, os malwares, no mundo, atrás de China, Japão e Estados Unidos.

 O uso de inteligência artificial está associado à instalação de equipamentos nos parques solares, como transformadores e inversores inteligentes, que permitem a redução nos custos e o aumento de eficiência na produção de energia. Segundo o presidente da Huawei Brasil, Sun Baocheng, a parceria com a Rio Alto faz parte da estratégia de avançar no mercado de energia solar brasileiro.


Fonte: O ESTADO DE S. PAULO - SP 

-

 






Nesse delicado momento em que os trabalhadores de todo o planeta passam por um processo sem precedentes de perdas de direitos, no Brasil o governo de um presidente da República e de grande parte dos parlamentares acusados de envolvimento em grandes esquemas de corrupção, causando desvios de verbas milionárias que seria á favor da população, insistem em aprovar reformas que retiram direitos históricos conquistados pela luta dos trabalhadores,

Em encontro com sindicalistas no Vaticano, O papa Francisco, disse sobre a importância de se dar proteção àqueles que trabalham e destacou o papel de grande relevância desempenhado pelos sindicatos em defesa dos seus direitos.

“Não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato. E não há um bom sindicato que não renasça todos os dias nas periferias, que não transforme as pedras descartadas da economia em pedras angulares. Sindicato é uma bela palavra que provém do grego syn-dike, isto é, ‘justiça juntos’. Não há justiça se não se está com os excluídos”.

Papa Francisco.

Agricultura comemora 'recomeço'

 

A chegada da estação também prevê mudanças no setor agrícola. Segundo a engenheira agrônoma e extensionista rural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF) Gesinilde Radel Santos, a estação é um período de recomeço. "Os ciclos produtivos de plantios irrigados recomeçam. É o período em que se começa a preparar o solo de grandes áreas", explica.

De acordo com a engenheira agrônoma, é comum nesse período cultivar soja, milho e feijão. No caso das pequenas áreas irrigadas, encontra-se de tudo um pouco, conforme explica Gesinilde. "Os pequenos agricultores também fazem plantios do que consumirão durante o ano, como milho, batata-doce, abóbora. Dessa forma abastecem seus estoques", explica.

Para a produção, Gesinilde adverte quanto à importância com o cuidado do solo: "No período mais frio, que antecede a primavera, o solo também fica frio e as plantas demoram mais a responder. Então, nesse período em que o clima, a umidade e a temperatura do solo melhoram, é quando as plantas respondem mais aos tratamentos", explica. "O cuidado, a adubação e a correção do solo vão fazer com que as plantas respondam uma vez que o clima estará favorável para elas. Com certeza isso trará respostas bem significativas às culturas", completa.

Mudanças climáticas

A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Maiane Araújo explica que o momento em que estamos vivendo é a fase de ajuste da estação. Segundo ela, durante o inverno, a área central do Brasil é caracterizada pela massa de ar seco, que se predomina. Sendo assim, as principais características do dia são baixas umidades de ar com temperaturas elevadas. No caso da primavera, o quadro muda: "Passamos pela fase de transição, em que vamos sair do inverno e começar a migrar em direção ao verão. O começo da estação ainda é meio confuso, está se ajustando. Então, ainda podemos ter dias com tardes secas, mas a tendência é de que as chuvas comecem no final de setembro", afirma.

De acordo com Maiane, o motivo da mudança é a alteração do padrão da circulação de vento. "Essa massa de ar seco começa a perder força e a umidade relativa da região Amazônica começa a migrar para o interior do Brasil. O dia começa a esquentar e a combinação do calor com a alta umidade favorece para a chegada das chuvas", explica. "É todo um padrão da circulação atmosférica que muda, fazendo com que a massa de ar seco perca a força", completa.

Segundo a meteorologista, a previsão para os próximos três meses para o Centro-Oeste é regularidade das chuvas. "No caso do Goiás, a previsão é de que as chuvas fiquem ligeiramente abaixo da normalidade. No DF isso não muda", diz Maiane. A estimativa, segundo a especialista, é de que as temperaturas da capital do Brasil permaneçam dentro da normalidade a ligeiramente acima. "Significa que o dia continua quente, mas sem grandes mudanças", acredita.



Indústria automobilística tem leve recuperação em agosto, sem a pandemia, já teriam sido atingidos em meados de maio




O mês de agosto registrou os melhores números desde o início d a pandemia da covid-19, o que comprova que a crise mais aguda ficou delimitada ao segundo trimestre. Na comparação com julho, a produção de auto veículos se destacou (210,9 mil unidades), com crescimento de 23,6%, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA). Os licenciamentos (183,4 mil) cresceram 5,1%, enquanto as exportações (28,1 mil) caíram 3,4%. Porém, quando confrontados com os volumes de agosto do ano passado, esses três números registraram quedas superiores a 20%, indicando um longo caminho de recuperação até os níveis pré pandemia.

No acumulado dos primeiros oito meses, a comparação é ainda mais desfavorável. Os licenciamentos (1.166,7 mil) recuaram 35%, as  exportações (176,7 mil) encolheram 41,3% e a produção (1.110,8 mil) despencou 44,8%, repetindo volumes similares aos de quase vinte anos atrás. “É como se perdêssemos 3 meses de vendas internas e quase quatro meses de produção”, analisa Luiz Carlos Moraes, Presidente da ANFAVEA. “Se não fosse a pandemia, na metade de maio já teríamos chegado aos patamares atingidos nesse fechamento de agosto”, acrescenta, evidenciando o tamanho das perdas do setor automotivo.
O setor de caminhões, apesar da retração de 15,3% nos emplacamentos de agosto (8,1 mil unidades) sobre julho, ainda apresenta quedas menos dramáticas no acumulado do ano, com recuo de 14,9% nas vendas e 17,8 nas exportações. Já na produção, as perdas são de impressionantes 36,6%.

O desempenho de máquinas agrícolas e rodoviárias é o menos prejudicado pela pandemia, graças aos bons resultados do agronegócio. As vendas internas apresentaram leve recuo de 2,7% no mês, mas no acumulado do ano elas atingiram 28,5 mil unidades, 1,8% a mais que o mesmo período de 2019. Por outro lado, a queda acumulada de 33,9% nas exportações prejudicou a produção, que encolheu 21,5% nos oito primeiros meses deste ano.

“Se antes da pandemia nós já alertávamos para a falta de competitividade do nosso país, agora a situação é ainda mais urgente. O mercado global de veículos deve encolher de 91 milhões de unidades em 2019 para menos de 75 milhões em 2020, gerando uma ociosidade inédita na indústria global. Só atacando as causas do Custo Brasil é que teremos condições de evitar um encolhimento do setor automotivo brasileiro, alerta Luiz Carlos Moraes.

Assessoria de Comunicação Anfavea