Agricultura comemora 'recomeço'

 

A chegada da estação também prevê mudanças no setor agrícola. Segundo a engenheira agrônoma e extensionista rural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF) Gesinilde Radel Santos, a estação é um período de recomeço. "Os ciclos produtivos de plantios irrigados recomeçam. É o período em que se começa a preparar o solo de grandes áreas", explica.

De acordo com a engenheira agrônoma, é comum nesse período cultivar soja, milho e feijão. No caso das pequenas áreas irrigadas, encontra-se de tudo um pouco, conforme explica Gesinilde. "Os pequenos agricultores também fazem plantios do que consumirão durante o ano, como milho, batata-doce, abóbora. Dessa forma abastecem seus estoques", explica.

Para a produção, Gesinilde adverte quanto à importância com o cuidado do solo: "No período mais frio, que antecede a primavera, o solo também fica frio e as plantas demoram mais a responder. Então, nesse período em que o clima, a umidade e a temperatura do solo melhoram, é quando as plantas respondem mais aos tratamentos", explica. "O cuidado, a adubação e a correção do solo vão fazer com que as plantas respondam uma vez que o clima estará favorável para elas. Com certeza isso trará respostas bem significativas às culturas", completa.

Mudanças climáticas

A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Maiane Araújo explica que o momento em que estamos vivendo é a fase de ajuste da estação. Segundo ela, durante o inverno, a área central do Brasil é caracterizada pela massa de ar seco, que se predomina. Sendo assim, as principais características do dia são baixas umidades de ar com temperaturas elevadas. No caso da primavera, o quadro muda: "Passamos pela fase de transição, em que vamos sair do inverno e começar a migrar em direção ao verão. O começo da estação ainda é meio confuso, está se ajustando. Então, ainda podemos ter dias com tardes secas, mas a tendência é de que as chuvas comecem no final de setembro", afirma.

De acordo com Maiane, o motivo da mudança é a alteração do padrão da circulação de vento. "Essa massa de ar seco começa a perder força e a umidade relativa da região Amazônica começa a migrar para o interior do Brasil. O dia começa a esquentar e a combinação do calor com a alta umidade favorece para a chegada das chuvas", explica. "É todo um padrão da circulação atmosférica que muda, fazendo com que a massa de ar seco perca a força", completa.

Segundo a meteorologista, a previsão para os próximos três meses para o Centro-Oeste é regularidade das chuvas. "No caso do Goiás, a previsão é de que as chuvas fiquem ligeiramente abaixo da normalidade. No DF isso não muda", diz Maiane. A estimativa, segundo a especialista, é de que as temperaturas da capital do Brasil permaneçam dentro da normalidade a ligeiramente acima. "Significa que o dia continua quente, mas sem grandes mudanças", acredita.



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