Consórcio disponibiliza crédito para máquinas e implementos agrícolas permanentemente para o agronegócio


Pesquisa mostra crescimento de participantes no setor agrícola. A produção brasileira de grãos 2018/2019 deverá atingir 238,9 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 4,9% ou 11,2 milhões de toneladas, em relação à safra anterior. 

Paralelamente, a recente divulgação do Plano Safra 2019-2020, que disponibilizou recursos ligeiramente superiores aos de 2018-2019, garantiu validade somente até dezembro, segundo previsão feita pelos analistas do setor do agronegócio.

Diferente dessa limitação de prazo, nos consórcios, a situação é diversa. No sistema, existe a possibilidade de adesão a grupos em constituição ou em andamento com prazos variados de duração e acesso às mais diversas opções de créditos, principalmente por se tratar de autofinanciamento.

Ano após ano, as oportunidades viabilizam permanentemente a perspectiva de participação e, de forma simples e acessível aos orçamentos, adequam-se às metas do produtor. 

A taxa mensal dos consórcios é de 0,110% ou 1,2% ao ano representando custos bastante inferiores aos estabelecidos no Plano Safra.

A EVOLUÇÃO DO CONSÓRCIO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS 

De acordo com levantamento realizado pela assessoria econômica da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, durante o mês de maio/junho e preparado a partir de dados fornecidos pelas administradoras associadas que atuam no setor de máquinas e implementos agrícolas (inserido no setor de veículos pesados), houve crescimento de 53% no total de participantes de março de 2015 até maio de 2019, correspondendo a uma elevação de 69,5 mil para 116,3 mil.

Do total de 116,3 mil de consorciados ativos registrados em maio, 60,6 mil eram pessoas físicas que representaram 52,1%, enquanto as jurídicas, com 47 mil, significaram 40,4%. Os produtores rurais ficaram com 7,5%, somando 8,7 mil consorciados. 

Divididos por região, a Sudeste ficou com o maior volume de participantes, com 36,1% ou 42 mil. Nas outras regiões, os percentuais e respectivos totais mostraram: Sul com 28,4% ou 33 mil consorciados, Centro-Oeste com 22,3% ou 25,9 mil, Nordeste com 7,7% ou 9 mil, e Norte com 5,5% ou 6,4 mil.

"As crescentes evoluções, conquistadas pelo agronegócio no país, registraram a importância da contribuição do consórcio ao negócio", diz Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC. "Face as características de planejamento da modalidade adequadas à agricultura, as performances setoriais têm anotado bons resultados nas safras", complementa.

Com crédito médio de R$ 184,3 mil verificado em maio, o segmento apontou valores praticados entre R$ 60,1 mil e R$ 676,8 mil, reafirmando a relevância da modalidade nos mais diversos tipos de agronegócio, com destaque para os que planejam e/ou pretendem comprar máquinas e equipamentos móveis e fixos de forma mais adequada, com mais tecnologia embarcada e que proporcionem mais lucratividade. 

DIFERENCIAIS PROPORCIONAM 
MELHOR USO DOS CRÉDITOS

Importante mencionar que parcela significativa dos contemplados adquiriu tratores de rodas e esteira (40%), seguidos dos implementos agrícolas/rodoviários (30%). Na sequência, vieram as colheitadeiras (19%) e os cultivadores motorizados (11%).

Com grupos variando de 60 a 120 meses, com média de 114 meses, a taxa média mensal de administração praticada esteve em 0,110% na última amostra.

A expectativa de futura safra recorde para 2019, divulgada pelas autoridades do setor, gera boas expectativas para o Sistema de Consórcios no agronegócio. 

Em especial os itens soja, milho, arroz e açúcar (cana) são indicados como líderes das commodities agrícolas brasileiras. 

"A estimativa de ocupação de áreas produtivas maiores sinaliza a necessidade de mais máquinas e implementos para plantio e colheita para os quais o consórcio pode ser o diferencial direto e ainda impulsionador do crescimento da economia, justificado por suas principais características como baixos custos, prazos longos e, principalmente, diversidade nas formas de pagamento", explica Rossi.

FORMAS DE PAGAMENTOS DISTINTAS 

No agronegócio, em seus diversos tipos de culturas como soja e outros grãos (64%), cana (12%), milho (8%), arroz (6%) e outros (3%), e nas variações de épocas de semeadura e colheita, tanto na mono como na policultura, e também na pecuária (7%), houve negócios em que a modalidade marcou presença ainda maior entre aqueles que desejaram e desejam crescer e desenvolver cultivos rotativos. 

As formas de pagamento das parcelas dos consórcios continuaram sendo diferenciais positivos:

1 - Pagamentos normais;
2 - Pagamentos por safra - pagamentos anuais;
3 - Pagamentos por safra - adiantamentos - pagamento trimestral ou semestral; e
4 - Meia parcela (reforço trimestral ou semestral).

No final de maio havia 318,5 mil consorciados ativos no setor de veículos pesados, sendo que 36,5% tinham como objetivo a aquisição de bens vinculados ao agronegócio. 

A estratégia de planejamento a médio e longo prazos, prática básica do setor, tem levado o produtor rural e as empresas do segmento a priorizarem tecnologia embarcada com mecanismos de autofinanciamento como o consórcio. 

O objetivo continua sendo reduzir custos finais capazes de agregar lucratividade e obter resultados competitivos ao participar dos mercados externo ou interno.

Fonte: https://abac.org.br/imprensa/press-releases-detalhe&id=275

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