Consórcios, um bom negócio!


Pesquisa aponta que maioria do público avalia os contratos como um bom investimento.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) aponta que 54% dos clientes consorciados veem a modalidade de crédito como um investimento, contra 46% que veem apenas como possibilidade de adquirir um bem.

No perfil desses consumidores protagoniza o público masculino, de pessoas casadas, sendo 60% do público com idade superior aos 40 anos. A maioria deles, 82%, 17% a mais se comparado com o primeiro semestre de 2016, planejou participar de um consórcio.

De acordo com o Presidente Executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, o segmento ganha cada vez mais evidência devido aos valores das parcelas. “O valor da parcela foi o primeiro item apontado como benefício na pesquisa, pois geralmente cabe no orçamento do cliente”, explica.

O sistema de consórcios no Brasil conta com sete milhões de consorciados ativos, sendo que só no segmento de veículos automotores são cerca de seis milhões de clientes. Rossi conta que em âmbito nacional, “nós tivemos a comercialização de 230 mil cotas, o que representa R$ 73 bilhões”.

O consórcio é a reunião de pessoas físicas, ou jurídicas, em um grupo onde se propicia e se concede crédito mutualmente ao longo do prazo de duração desses grupos. Além disso, os interesses coletivos se sobrepõem aos individuais e esse grupo tem que ser gerido por uma empresa autorizada pelo Banco Central do Brasil (Bacen).

O Presidente Executivo da Abac recomenda que as pessoas interessadas em participar de um consórcio identifiquem uma empresa autorizada pelo Bacen. “O Banco Central faz uma fiscalização forte, semelhante a dos bancos. A empresa é fiscalizada a distância. Hoje o Bacen tem a informação de todos os consorciados”, explica.

Antes de efetivar a assinatura de um contrato para participação de um grupo de consorciados, Rossi explica que é fundamental que o cliente conheça o funcionamento. “O consumidor não pode acreditar em promessas verbais. A contemplação existe por sorteio, então todos têm direito de participar do lance, de acordo com a regra, que deve ser bem clara. É fundamental que o consumidor extraia e sane todas as suas dúvidas”, explica.

Rossi destaca a flexibilidade do uso do crédito após contemplação. Em relação a veículos, a carta de crédito pode ser utilizada como parte do investimento. “Se o cliente tem um veículo de R$ 30 mil e uma carta de crédito de R$ 40 mil, ele poderá adquirir um veículo de R$ 70 mil, por exemplo”, conta. Além disso, 10% do valor do crédito poderá ser utilizado para outros fins, como no caso do veículo, pagamento de transferência, emplacamento e outras questões administrativas.

Em relação ao consórcio de imóveis, Rossi explica que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pode ser incluído na negociação.

Outro benefício é a garantia de compra do consumidor, pois o dinheiro investido está constantemente sujeito a reajustes, o que deve ser acompanhado pelo cliente. “É uma forma de investimento, pois você tem seu poder de compra preservado e seu dinheiro está sofrendo uma correção”, argumenta.

Após a contemplação de um dos participantes do consórcio, o beneficiado poderá utilizar o crédito até o período de encerramento daquele grupo de consorciados.

Outros números

Se comparado o primeiro semestre de 2016 com o de 2017, o número de consorciados nos diversos segmentos aumentou e ficou com importante fatia do mercado. No segmento de caminhões aumentou 2,1% (32,2% para 34,3% do mercado), 1,8% em relação a imóveis (30,4% para 32,2% do mercado), no segmento de veículos leves foi registrado estabilidade nos índices e no consórcio de motos houve aumento de 1,4% (35,9% para 37,3% do mercado).

A origem do consórcio foi uma forma das indústrias automobilísticas estimularem as vendas, considerando que no passado havia poucas linhas de crédito, com juros muito altos. O último segmento a entrar no consórcio foi o de serviços de qualquer natureza. Rossi explica que apesar de ser muito incipiente em número de consorciados, cerca de 50 mil participantes, foi o que mais cresceu, atingindo um percentual de 93,5% comparado aos primeiros nove meses do ano passado.

A Abac é formada por um conselho nacional constituído por 12 membros, divididos em seis regionais. O diretor da Regional Sul 1, que compreende os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina é Cláudio Ropelato, que representa a União Catarinense de Consórcios.

Fonte: https://www.diarioav.com.br/consorcios-um-bom-negocio/

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